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“Ele tomou o que havia…”: Dália Madruga recorda momento de pânico com Marcos Tenório Bastinhas

Dália Madruga e o marido, Marcos Tenório Bastinhas, estiveram no programa ‘Júlia’ desta terça-feira, 23 de dezembro, à conversa com Júlia Pinheiro.

Depois de falarem um pouco do início da relação e da família que construíram, os dois convidados foram desafiados a abordar o tema da saúde mental, uma vez que o cavaleiro foi diagnosticado com uma depressão e tem vivido momentos muito difíceis.

“Ele começou a isolar-se muito. Se há coisa que o Marcos idolatra são os filhos, o tempo de qualidade com os filhos, e ele começou a ficar muito tempo sozinho, chegava a casa e isolava-se no quarto, dizia que estava cansado”, começou por recordar Dália Madrugada.

Marcos Tenório Bastinhas, que começou e continua a ter consultas de psicoterapia, interveio de seguida, explicando que foi todo o conjunto de acontecimentos que o deixaram num “vazio” muito grande, nomeadamente a morte do pai e do avô.

“O que é que o deixou tão triste? Consegue identificar?”, quis saber Júlia Pinheiro. “Não, acho que foi um conjunto de coisas e situações, foi o acumular de várias etapas que fui tendo que culminaram nisto e também chegou uma altura em que já não tinha prazer em tourear e saí… Sentia que me estava a enganar a mim próprio e ao público, e isso não era correto da minha parte”, referiu o cavaleiro, recordando a pausa que decidiu fazer na carreira.

Dália Madruga chegou mesmo a partilhar também o “medo” que sentiu durante esta fase mais delicada da vida do marido, dando conta de que ambos estão bem melhor no dia de hoje: “Isto é uma doença e é uma doença muito mais difícil de resolver do que partir uma perna (…). Entretanto, ele aceitou pedir ajuda”, reforçou a antiga apresentadora.

No final, e depois de ouvir as palavras emocionadas do marido, Dália Madruga falou sobre a forma como o problema foi lidado em casa, recordando até o episódio mais marcante, em que estava em casa com o companheiro e o filho mais velho, João, de 15 anos.

“O João estava presente num dia muito difícil, foi aquele dia que eu chamo o ‘bater no fundo’ e ele ajudou-me. Estávamos os 3 em casa mas o Marcos estava isolado no quarto e, do nada, recebo uma mensagem dele a dizer que estava muito cansado, como se desse a entender que ia embora. (…) E fui ao quarto e ele estava muito prostrado e eu percebi que alguma coisa estava errada, chamei o João, a primeira coisa foi dar-lhe leite, pô-lo debaixo do duche, tentar que ele reagisse”, começou por contar.

“A sorte é que as únicas coisas que havia lá em casa são os comprimidos que eu, às vezes, tomo para a ansiedade e foi essa a nossa sorte. Ele tomou o que havia, não era muito, mas foi o suficiente para o deixar prostrado e para nós apanharmos um susto muito grande (…). Foi um dia muito importante porque, a partir daí, ele aceitou ajuda”, partilhou ainda.

Marcos Tenório Bastinhas terminou com uma mensagem muito importante sobre a saúde mental e a importância de pedir ajuda “A ajuda médica é muito importante. Para quem está nestas situações, tem de obrigatoriamente pedir ajuda (…). É fundamental para que depois as coisas possam evoluir naturalmente e com calma, passo a passo”.

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