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Morreu Brigitte Bardot, ícone do cinema francês

Brigitte Bardot, icónica atriz do cinema francês, morreu este domingo aos 91 anos.

O anúncio da morte foi feito pela fundação com o nome da atriz, dedicada à defesa dos animais. A 16 de outubro Bardot já tinha sido internada para tratamentos relacionados com “doença grave”, regressando a casa após três semanas.

“A Fundação Brigitte Bardot anuncia com imensa tristeza o falecimento da sua fundadora e presidente, Madame Brigitte Bardot, atriz e cantora de renome mundial, que escolheu abandonar a sua prestigiada carreira para dedicar a sua vida e energia ao bem-estar animal e à sua fundação”, lê-se no comunicado citado pela France 24.

Considerada um dos maiores símbolos da beleza dos anos 60, Bardot foi figura maior de uma época dourada no cinema europeu. Nascida em 1934, começou por querer ser bailarina, mas foi no grande ecrã que o mundo se apaixonou por ela. Em E Deus Criou a Mulher (1956) eternizou a imagem erótica e provocadora que com a qual viria a ficar associada. Seguiram-se papéis em alguns dos filmes mais importantes da nouvelle vague francesa, dos quais se destaca a colaboração com Jean-Luc Godard em O Desprezo (1963).

O estatuto de sex symbol, que por vezes ofuscou o seu genuíno talento dramático — nunca ganhou nenhum prémio de relevo, a não se um David Di Donatello, de melhor atriz estrangeira atribuído pela Academia de Cinema de Itália por A Verdade (1960), de Henri Georges Clouzot — e sobretudo o seu profundo papel transformador na cultura dos anos 60 e na revolução sexual. A propósito de Bardot, escrevia o crítico Jean Douchet que ela “subverte e revoluciona os costumes sociais em França e no mundo todo”; a filósofa Simone de Beauvoir, no seu ensaio O Síndrome Lolita, descrevia como a mulher mais emancipada de frança e a “locomotiva da história das mulheres”.

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