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Mistério adensa-se! Novos dados sobre desaparecimento de Maycon Douglas afastam tese de homicídio: Há uma câmara

A rubrica “Análise Criminal” do programa ‘Casa Feliz’, da SIC, desta quarta-feira, 7 de janeiro, trouxe novos desenvolvimentos sobre o desaparecimento misterioso de Maycon Douglas. Em direto da Nazaré, o repórter Luís Maia revelou “informações exclusivas” e que “podem eventualmente colocar um ponto final, ou quase colocar um ponto final, em todo o mistério que tem envolvido este caso“.

 

No início da sua intervenção, Luís Maia começou por contextualizar que Maycon “esteve até cerca das cinco da manhã, na madrugada de dia 31 de dezembro” num bar: “Foi o último local onde ele foi avistado, esteve a divertir-se com os amigos e, quando sai do bar, sai na companhia de uma rapariga, alegadamente namorada dele“. Fora do bar, Maycon e a rapariga em questão “terão tido uma discussão“: “Uma pessoa que estava no bar, um dos donos do bar, terá vindo cá fora tentar amenizar a discussão, os argumentos de que se estavam ali a travar Maycon e esta jovem“.

Depois desta discussão, o repórter adiantou: “E o que acontece a seguir ainda permanece aqui envolvido em algum mistério. Terão saído dali os dois, Maycon e a rapariga, na direção da casa dele. Na casa onde Maycon vive com a mãe, ou ali perto, terá havido mais um momento de algum desentendimento entre eles. Depois, o rapaz pega na sua viatura e vem para este local“.

 

No Forte de São Miguel Arcanjo, Luís Maia detalhou: “Para chegar a este local, há um caminho alternativo, que é conhecido pelos moradores aqui da Nazaré, mas a determinada altura há ali um portão que impede a passagem de viaturas. Portanto, ele teve que passar ali numa zona que tem uma cancela, deve ter contornado ligeiramente a cancela, ainda que lhe possa ter batido, porque há ali um espaço, cerca de 1,70, entre a cancela e o muro. O carro de Maycon tinha 1,74 de largura, portanto, pode ter embatido ligeiramente na cancela, mas conseguiu chegar aqui“.

Neste momento, o repórter da SIC informou que há imagens que mostram uma movimentação suspeita: “Às 5h29 da manhã, há uma câmara que mostra esta parede do Forte de São Miguel Arcanjo. Essa câmara mostra uma luz branca, que, ao que tudo indica, seja de um farol de um carro e que incide nesta parede. Depois, essa luz vira para a direita. Ou seja, não se vê a viatura em alguma altura, mas percebe-se que essa luz aponta para a direita. E o que é que temos aqui à direita? Temos a Praia do Norte, que é precisamente o local onde é encontrada – não no areal naturalmente, mas sim na água – a viatura de Maycon“.

Depois, Luís Maia contou em direto: “Percebemos que, primeiro, derrubou este pilarete e, aliás, nesta zona percebe-se que um dos pilaretes que está derrubado foi mesmo arrancado. E há de ter sido próximo desta zona que o carro de Maycon tombou lá para baixo, ainda é uma altura considerável. Ali em baixo temos imagens exclusivas também que mostram o rodado de um carro, a marca de um pneu de um carro, que há de ser a primeira zona onde a viatura de Maycon embateu e, um pouco mais abaixo, há vestígios de destroços de uma viatura, também temos imagens desses vestígios. A partir daí, a viatura de Maycon vai parar ao mar, ficou a seis metros de profundidade e a cerca de 10 metros de distância aqui do penhasco“.

O que realmente aconteceu? Homicídio ou termo à vida?

Apesar de “alguns amigos de Maycon” não acreditarem que “tenha sido capaz de tirar a própria vida“, a informação de Luís Maia desmonta a tese de homicídio: “O que é certo é que a informação a que tivemos acesso, e que diz respeito a esta investigação, dá a ideia contrária. Em primeiro lugar, a viatura que está ali em baixo estava com uma mudança engatada, ou seja, tudo indica que viesse a ser efetivamente conduzida. Um dos cenários, que seria de alguém ter chegado aqui e ter empurrado a viatura falésia abaixo, fica praticamente afastado tendo em conta estas circunstâncias“.

“Depois, tanto quanto sabemos, não há corpo, não há mais nada a não ser alguns objetos pessoais, designadamente um casaco de Maycon na viatura que está lá em baixo. Havia aqui dúvida se o carro estaria fechado, estaria aberto, se havia um vidro partido, se havia uma porta aberta ou partida. Tanto quanto sabemos, os acessos ao carro estavam comprometidos: ou uma porta estaria aberta ou partida ou, pelo menos, um dos vidros do carro estaria aberto ou partido. Com a corrente que aqui existe, e esta parte ainda apanha um pouco do canhão da Nazaré, seria perfeitamente plausível que um condutor daquela viatura, neste caso eventualmente Maycon, pudesse ter sido levado pela corrente, pelo mar, ao contrário da viatura, que ficou depositada aqui no fundo“, acrescentou.

Quanto à investigação propriamente dita, Luís Maia confirmou: “A informação que existe é esta: houve efetivamente um exame minucioso à viatura e a teoria de que poderia estar um corpo na mala do carro estará praticamente afastada, neste momento, por parte da investigação. A teoria de que alguém poderia ter empurrado a viatura pela falésia abaixo também está praticamente afastada. A viatura não estava em ponto morto, ou seja, mais fácil de empurrar e de atirar falésia abaixo. Ainda que mesmo que isso tivesse acontecido, a morfologia desta falésia poderia até ter desviado a viatura, podia tê-la imobilizado imediatamente e não a levar para a água. Portanto, essa conjetura, essa possibilidade, está praticamente afastada“.

Sobre o casaco de Maycon que foi encontrado no interior da viatura, o repórter da SIC explicou: “O casaco aparentemente terá ficado preso nos outros componentes do habitáculo do carro e daí ter ficado ali preso. Naturalmente ainda será necessário esperar pelas conclusões finais deste inquérito, até porque algumas pessoas já terão dito que este rapaz terá enviado uma mensagem a uma pessoa que não parecia escrita por ele, mas o que é certo é que mesmo todos esses indícios, as desconfianças de alguns amigos, que acreditam não ser provável que ele pudesse ter tirado a vida, acabam por ser de alguma maneira contraditas ou rebatidas pelas conclusões ou pelos indícios que a investigação encontrou neste momento“.

Nesta fase, o mistério em torno do desaparecimento de Maycon “ainda está por resolver“: “Ali em baixo só foi encontrada uma viatura e a pergunta, naturalmente, para as pessoas mais próximas é: o que é que lhe terá realmente acontecido e quando se poderá colocar finalmente um ponto final?“, finalizou Luís Maia.

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