Leandro Martins quebra o silêncio: Fui injustiçado

Poucos dias antes da grande final da “Casa dos Segredos 9“, Leandro Martins foi o último expulso do reality show da TVI.
“Estou ótimo, aliviado depois de ter estado fechado tanto tempo. Eu estava morto, queria era sair, já não aguentava aturar aquela gente. Estou de consciência tranquila que fiz o melhor e entreguei muito entretenimento e muita coisa aos telespetadores“, revelou o jovem de Vila Nova de Gaia, que confessou ter sentido exaustão, mas também frustração com a saída prematura.
A experiência televisiva terminou com um sabor agridoce para o ex-concorrente, que não escondeu a ambição de chegar mais longe. “Eu merecia estar na final e sim, merecia ganhar o programa. Ninguém entregou tantas vertentes e tanta dinâmica na casa como eu. Os meus colegas não me nomeavam porque eles sentiam que eu entregava tanta coisa que eles não queriam ir a nomeações comigo, com medo de serem expulsos. E por isso mesmo, sim, sinto-me injustiçado. Ali vale tudo por 250 mil euros. Eles matam-se, esfolam-se por aquele dinheiro. Prefiro é trabalhar muito do que estar a levar com estas pessoas que são capazes de tudo. Manter-me fiel a mim mesmo é o que mais me interessa“, contou à TV 7 Dias, destacando o esforço e a entrega que considera ter demonstrado no programa.
Nos últimos tempos dentro da casa, o ex-participante afastou-se do casal Pedro e Marisa, com quem mantinha proximidade desde o início do formato. Segundo o próprio, “O Pedro e a Marisa tiveram comportamentos comigo, já nem falo entre eles, mas comigo, que é tudo menos amizade. Depois de ter aquelas pessoas que, a meu ver, traíram a minha confiança, a confiança que eu depositei neles, e eu reconfortei-os, cheguei a defendê-los, a protegê-los de muita coisa ali dentro do programa, eles próprios o disseram. E depois, à mínima coisa, estão ao ataque para comigo.” Afastado de polémicas, o ex-concorrente garantiu que uma reconciliação não é algo que o preocupe: “Pode ser que algum dia aconteça e que eles me procurem para falar, ou vice-versa, mas se me perguntarem se vou fazer questão, ou se há necessidade disso, é uma coisa longínqua. Tenho muitas coisas para me preocupar, e uma delas não é estar a pensar no Pedro e na Marisa.”
Fora da televisão, o jovem de Gaia recordou o percurso profissional e o incentivo que recebeu antes de se tornar conhecido. “Eu fui para a cozinha e pastelaria porque na altura era a área que tinha mais pedidos e que me podia gerar alguma independência. Também para entrar dinheiro na minha casa, porque nunca fomos ricos, nunca tivemos grandes possibilidades, e para a minha independência e ajudar lá em casa, era o caminho a seguir… Mas toda a gente dizia para eu não ir para isso. Diziam-me: Devias ser apresentador, repórter… é muito fácil gostar de ti quando comunicas com o outro. E eu vi a Casa dos Segredos como uma oportunidade para isso”, confessou. No balanço final da sua participação, o ex-concorrente reforçou o valor das ligações que construiu com o público: “Parte das pessoas com quem eu estive a falar, a dizerem que eu era a companhia delas, que gostavam de me ver, que eu alegrava o dia… Isso é impagável. Os meus colegas podem vir com os cheques, os 250 mil euros, mas eu olho, eles vão sair, e onde está o tal pano sem nódoas? Sou eu. E eles vão todos sair ali com bastantes nódoas. Prefiro sair em quinto lugar com o meu pano sem nódoas e mostrar os meus valores e princípios… Eles que venham com as nódoas deles e que lidem com elas”, afirmou o antigo concorrente, que ainda comentou críticas e ofensas dentro do jogo, assegurando: “Não se ganha programas hoje em dia pelos bons valores e por ser genuíno, por ser boa pessoa, como era no passado. Ganha-se com teams, com falácias, com jogos já pré-feitos, com isso tudo. Acho que vão ouvir falar muito de mim, seja agora, em breve, ou no futuro.”






