Leiria em choque! Wilson Teixeira revela rasto de destruição após depressão Kristin: ‘Parece cenário de guerra’

Em declarações exclusivas à TV Guia, o técnico não escondeu a gravidade da situação. “Está muito complicado. É um estado de calamidade pública autêntica”, afirmou, acrescentando: “Nunca vi nada assim e estive em cenários de guerra. Está muito parecido”.
Apesar de se encontrar em Lisboa no momento em que as violentas rajadas de vento atingiram a região, a principal preocupação de Wilson prendeu-se com os seus jogadores. “Muitos ficaram sem possibilidade de estar nas casas. Não há água, luz ou comunicações”, revelou. O treinador explicou ainda que os acessos às zonas onde alguns atletas estavam alojados ficaram cortados devido à queda de árvores do pinhal. “Eu e a equipa técnica resgatámos atletas de lá, abrimos caminhos com tratores”, contou.
O cenário descrito é impressionante. “Há árvores de grande porte arrancadas como palitos. No Estádio Municipal, colchões de atletismo foram parar a um quilómetro de distância. Num posto de abastecimento, a barraca foi arrancada e ninguém sabe onde foi parar”, relatou.
Também o campo de treinos do AC Marinhense sofreu danos significativos, impossibilitando a realização de treinos. Perante a falta de alternativas, Wilson lamenta a ausência de soluções imediatas: “Neste momento é tudo um ponto de interrogação. O futebol é a nossa profissão e neste momento não podemos trabalhar”.
O próximo jogo do clube, frente ao Mortágua, está agendado para 7 de fevereiro, mas o treinador admite que o cenário é incerto. “Vai ter de haver bom-senso da parte da Federação Portuguesa de Futebol e do Mortágua. Desde terça-feira que não conseguimos treinar”, explicou, sublinhando também as limitações financeiras do clube.
Ainda assim, Wilson reconhece que a situação do AC Marinhense não é a mais dramática da região. O Pavilhão da Embra, casa do SC Marinhense, ficou quase totalmente destruído e encontra-se numa condição considerada irrecuperável.
Visivelmente abatido, o treinador não esconde a frustração, sobretudo numa fase em que a equipa começava a dar sinais positivos. “Estou preocupado e um bocado desanimado. As coisas estavam a começar a correr bem, a equipa vinha de duas vitórias”, confessou.
Mais do que falar de futebol, Wilson Teixeira deixou um apelo sentido à comunidade da Marinha Grande: “Espero que se deixem de guerras internas e que se unam em prol de toda a cidade. São precisos muitos voluntários. Este é um sinal de que é preciso união. Independentemente de tudo, o importante é haver união”.







