Emoção à flor da pele! Jornalista da CMTV chora em direto ao entrevistar o próprio pai após a depressão Kristin

Em direto a partir do distrito de Leiria, uma das regiões mais afetadas pelo mau tempo, a jornalista Bianca Rocha viveu uma situação rara, onde a fronteira entre o dever profissional e a dimensão pessoal se esbateu.
A reportagem decorreu na localidade de Grão, no concelho de Pombal, um lugar carregado de significado emocional para a repórter. Perante os telespectadores, Bianca Rocha revelou que aquele cenário de destruição não era apenas mais um ponto no mapa, mas sim o espaço onde cresceu. Visivelmente comovida, explicou a excecionalidade do momento:
“Não há palavras para descrever o cenário de destruição que se vê em Leiria e, neste caso em concreto, estamos no Grão, no concelho de Pombal. Estou aqui como jornalista, mas também como filha e como pessoa que cresceu aqui durante a infância e estou a fazer uma coisa que nunca pensei vir a fazer, que é entrevistar o meu pai.”
Ciente de que estava a quebrar uma das regras não escritas do jornalismo — a distância entre o repórter e a notícia — a jornalista fez questão de justificar a decisão. A dimensão dos estragos, que atingiram diretamente a sua família e a comunidade onde cresceu, tornaram impossível manter a habitual neutralidade emocional.
“Normalmente os jornalistas não são notícia, levamos a notícia até si, mas este caso em particular é de facto excecional”, explicou, acrescentando que os prejuízos materiais eram evidentes nas imediações da casa onde viveu durante vários anos.
Apesar do cenário de destruição, Bianca Rocha destacou o espírito de entreajuda vivido na aldeia, sublinhando que os moradores se unem para tentar minimizar os danos e encontrar soluções conjuntas, lembrando ainda que não é a primeira vez que fenómenos meteorológicos severos afetam aquela região do país.
O momento mais emotivo da reportagem aconteceu quando a jornalista passou o microfone ao próprio pai. Num tom marcado pela preocupação e proximidade, Bianca Rocha iniciou a entrevista de forma simples e humana:
“Pai, começo-te por perguntar: como é que passaste a noite? Tu que vives aqui sozinho, deves ter ficado pelo menos assustado.”
O episódio rapidamente gerou reações nas redes sociais, com muitos telespectadores a elogiar a humanidade, coragem e profissionalismo da jornalista, num momento que ficará certamente na memória da televisão portuguesa.







