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Sara Santos recorda dor da perda da filha e desabafa: ‘Tivemos que recorrer, estou só à espera do desfecho…’

Após ter sido expulsa da 1ª Companhia na gala deste domingo, 1 de fevereiro, Sara Santos marcou presença no programa ‘Dois às 10’, da TVI, desta segunda-feira, 2, para a primeira conversa em televisão sobre a participação no reality show.

A jornalista e ex-apresentadora entrou no programa numa altura ainda sensível da sua vida, visto que está prestes a encerrar o processo em tribunal como consequência da perda da filha por negligência médica.

Ao falar sobre o tema, Cláudio Ramos começou por questionar: “Neste processo todo, o que é que te custa mais? Obviamente perder a tua filha, claro, mas foi o facto de saberes que foi uma negligência, é isso que dói mais? Que podia ter sido feita 1uma coisa que não foi feita?“.

Sara respondeu afirmativamente e explicou: “Falta de justiça, é os tribunais e a demora, o facto de passar por isto é mau e o prolongar isto ao longo de oito anos é muito mau. Em termos psicológicos, quer dizer, nada é saudável, mesmo para com a família, para com quem está envolvido, o meu filho também, o meu namorado e todas as pessoas que estão envolvidas neste processo não é fácil, eu acho que deveria de ser algo mais rápido e não foi“.

Neste sentido, Cristina Ferreira quis saber: “Tu não viveste durante estes oito anos? Porque a sensação que tínhamos era que a tua obsessão era tão grande para provares a tua verdade que quase que te esqueceste de tudo o resto“.

Sara confirmou que “foi isso que aconteceu” e fez uma revelação em direto: “Eu agarrei-me de tal forma a isto que me esqueci de tudo, esqueci-me de viver inclusive. Daí o facto de eu querer desligar-me porque já não há mais nada a fazer agora: é aguardar uma resposta do Tribunal dos Direitos Humanos, porque infelizmente tivemos que recorrer à última instância, e o que vier de lá, seja a meu favor ou não, lá está eu já não consigo fazer mais nada e é o fim. E daí o querer recomeçar com uma nova vibe“.

Ainda sobre o tema, a ex-recruta da 1ª Companhia contou: “Antes de entrar na 1ª Companhia, ao final deste tempo todo, eu consegui dar a roupa da minha filha e, para mim, foi um passo muito grande. Eu ainda tenho as cinzas da menina lá em casa, estou só à espera do desfecho para me libertar mesmo de tudo. Portanto, há aqui um progresso que acho que é preciso para mim e para quem me rodeia“.

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