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Dor e Emoção: Nuno Janeiro Chora a Morte da Irmã na 1ª Companhia

A semi-final da ‘1ª Companhia’ ficou assinalada por um dos testemunhos mais intensos e comoventes de toda a temporada. Nuno Janeiro foi protagonista de um momento de profunda entrega emocional durante a dinâmica ‘Caminhada Especial’, conduzida pelo Comandante Moutinho.

Habitualmente discreto e pouco expansivo, o ator surpreendeu ao revelar camadas mais íntimas da sua história, expondo uma dor que o acompanha há anos e que continua a marcar o seu percurso pessoal.

A perda que mudou tudo

Logo no início da conversa, Nuno Janeiro enfrentou a memória mais dolorosa da sua vida: a morte da irmã num acidente. Foi com voz embargada que assumiu a dimensão da ausência que sente diariamente. “Estou-me a lembrar muito da minha irmã. Foi uma perda enorme para a nossa família. Sinto muito a falta dela”, confessou o concorrente da ‘1ª Companhia’.

O ator explicou que o luto não é algo que se ultrapasse definitivamente, mas antes um processo contínuo de aprendizagem. “É um sentimento que não passa. Aprende-se a viver com esse peso, mas ela passa assim por cá”, disse, sugerindo que a presença da irmã continua viva na sua memória e no seu coração.

A forma como falou deixou claro que a dor não desapareceu — apenas ganhou uma nova forma de existir.

Apesar da ferida aberta, Nuno fez questão de recordar a infância com gratidão. Sublinhou o papel determinante dos pais, que considera os seus maiores exemplos de vida.

Destacou o pai, que trabalhava por turnos e acumulava horas extra para garantir estabilidade à família, e a mãe, que assegurava o equilíbrio e o cuidado no dia a dia. “São o melhor exemplo que posso ter de esforço, dedicação e sacrifício”, afirmou, num reconhecimento sincero.

Esses valores, explicou, continuam a orientar as suas decisões e a moldar a forma como encara os desafios.

A participação na ‘1ª Companhia’ não foi uma escolha impulsiva. Pelo contrário, exigiu reflexão e coragem. “Sou um bocadinho introvertido. Gosto mais de ouvir do que falar”, admitiu, reconhecendo que a exposição pública sempre foi um dos seus maiores receios.

Ainda assim, sentiu que precisava de se desafiar. “Precisava de sair da minha bolha de segurança e arriscar um bocado”, explicou, assumindo que o programa representou um salto fora da zona de conforto.

Durante a caminhada, falou também do medo de falhar e de não corresponder às expectativas dos outros. Contudo, garante que nunca deixa que esse receio o paralise. “Se eu acho que vou sentir medo, sou o primeiro a chegar-me à frente. Posso arrepender-me depois, mas o primeiro passo dou sempre”, assegurou.

O filho como prioridade absoluta

Se há algo que define Nuno Janeiro é a forma como coloca o filho no centro da sua vida. Ao falar sobre ele, a emoção tornou-se evidente. “Tudo o que eu faço é para ele ter uma vida boa… O que o meu pai foi para mim, é aquilo que eu quero ser para ele”, afirmou, estabelecendo um paralelismo entre gerações.

A herança de valores — trabalho, responsabilidade, dedicação — é, para o ator, o legado mais importante que pode deixar.

Quando desafiado a imaginar-se daqui a duas décadas, Nuno Janeiro manteve o sorriso. Vê-se a interpretar “papéis de avô”, mas garante que continuará a ser uma presença divertida e leve. “Vou ser este rapazinho divertido e que gosta de divertir”, prometeu, mostrando que, apesar das dificuldades, não perdeu a capacidade de encarar a vida com humor.

No final da ‘Caminhada Especial’, o ator assumiu sentir-se “mais leve”, como se tivesse libertado parte do peso que carregava.

Reconheceu que a experiência na ‘1ª Companhia’ ultrapassou todas as expectativas iniciais. “A gente pensa que vai só para um programa, mas não tem nada a ver. É muito mais”, concluiu.

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