ABRE O CORAÇÃO SOBRE A MORTE DOS PAIS E CHOCA: “ATÉ ACHEI QUE ERA UM ALÍVIO…”

Filipe Vargas foi o convidado mais recente do “Alta Definição”, da SIC, conduzido por Daniel Oliveira. A entrevista abordou a vida profissional e pessoal do ator, especialmente a morte dos pais. A mãe faleceu em 2022 devido a um cancro, enquanto o pai partiu mais recentemente, após uma dura batalha contra o alzheimer.
Eu até achei que era um alívio, porque eram situações de mau-estar físico e psicológico”, começou por revelar. “E quando terminou, pronto, nós não gostamos de ver as pessoas que nós amamos sofrer, não é? Mas depois passado essa sensação de alívio é um vazio”, apontou.
Filipe Vargas encontrou mecanismos de superação. “Eu colmatei com tudo o que estava ao meu lado, com os meus amigos, com um psiquiatra, com antidepressivos, com rotinas, com passear, a tentar que não se apagasse tudo, porque é um chão que, de repente, desapareceu e isso achava que não ia acontecer… e aconteceu. Fiquei a patinar e demorou imenso tempo a ter-me estatelado, a ter-me levantado, foram quase dois anos”, contou.
Eventualmente, o ator conseguiu ultrapassar a dor do luto. “Houve uma coisa de ‘pronto, agora estás sozinho, por ti, e honra tudo aquilo que tu queres fazer’. Superar é reduzir isso ao mínimo, para aquilo ficar ali num sítio que não te impede, que não te faz tropeçar, nem que te atrasa o passo, mas está lá sempre”, explicou.
Antes de os pais partirem, Filipe Vargas aproveitou o momento para ter conversas definitivas. “Foi quando achei que, na altura, era altura para dizer algumas coisas”, disse, sem entrar em grandes detalhes sobre o conteúdo.







