Adeus à lenda! Fernando Mamede, o homem que levou Portugal ao topo do mundo, morreu aos 74 anos

Morreu esta terça-feira, aos 74 anos, Fernando Mamede, uma das maiores figuras da história do atletismo português. A informação foi confirmada pelo presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, Domingos Castro, ao jornal Record. Natural de Beja, Mamede deixa um legado incontornável no desporto nacional e internacional, sendo lembrado como um atleta de enorme talento e resistência.
O ponto mais alto da carreira de Fernando Mamede aconteceu em 1984, quando estabeleceu o então recorde mundial dos 10.000 metros, com o tempo de 27:13.81, numa prova realizada em Estocolmo, onde superou o compatriota Carlos Lopes. Este registo manteve-se como recorde mundial durante cinco anos e continua a ser a segunda melhor marca de sempre do atletismo português, apenas superada por António Pinto.
Ao longo da sua carreira, Fernando Mamede representou Portugal em três Jogos Olímpicos — Munique 1972, Montreal 1976 e Los Angeles 1984 — embora nunca tenha conseguido traduzir nos Jogos todo o potencial que demonstrava noutras competições. Ainda assim, destacou-se no plano internacional ao conquistar a medalha de bronze no Campeonato do Mundo de Corta-Mato, em Madrid, em 1981, um dos momentos mais simbólicos do seu percurso.
Para além do recorde dos 10.000 metros, Mamede figura entre os melhores atletas nacionais em várias distâncias: detém a terceira melhor marca portuguesa de sempre nos 5.000 metros (13:08.54) e a nona nos 3.000 metros (7:43.94). Nos 10 quilómetros em estrada, foi durante muitos anos recordista nacional, sendo atualmente o quinto melhor dessa lista, com o tempo de 28:11, alcançado em 1985.
Fernando Mamede representou o Sporting Clube de Portugal, que já reagiu à sua morte com uma mensagem de pesar. “Aos familiares e amigos, o Sporting CP endereça as mais sentidas condolências, não deixando de enaltecer e agradecer os anos de esforço e dedicação ao Clube”, pode ler-se na nota oficial. O desaparecimento de Fernando Mamede representa uma perda irreparável para o desporto português, mas o seu nome permanecerá para sempre ligado à história do atletismo nacional.







