ALERTA MÁXIMO: Barragens Espanholas e Chuva Intensa Disparam Risco de Inundações em Portugal

Segundo o comunicado da ANEPC, a chuva intensa registada nos últimos dias continua a provocar a elevação dos níveis de água nos rios, podendo resultar no transbordo de leitos de cursos de água, ribeiras e rios. A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) indicou que a bacia do Tejo deverá registar uma “tendência de subida significativa”, em particular nos rios Zêzere, Nabão e Sorraia.
Outros rios com caudais elevados e tendência de subida incluem o Minho, Lima, Cávado, Douro, Vouga, Mondego, Lis, Sado, Guadiana, as ribeiras do Arade e as ribeiras do Algarve.
O alerta da Proteção Civil destaca ainda o risco de inundações em áreas urbanas, formação de lençóis de água, corte de trânsito em vias submersas ou com derrocadas, e a presença de objetos soltos ou estruturas mal fixadas que podem ser arrastadas pelas águas, representando perigo para automobilistas e peões.
Entre as medidas preventivas, a ANEPC apelou para:
Desbloquear sistemas de escoamento, removendo objetos que possam ser arrastados pela água;
Evitar atividades próximas de linhas de água, especialmente em zonas com histórico de cheias;
Não estacionar veículos em áreas historicamente inundáveis e não atravessar locais alagados;
Retirar animais de zonas de risco e ter cuidado junto a áreas arborizadas devido à possibilidade de queda de árvores ou ramos arrastados pelas águas.
Desde a semana passada, as depressões Kristin e Leonardo provocaram a morte de 11 pessoas em Portugal, além de centenas de feridos e desalojados. Entre os impactos materiais registam-se destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, queda de árvores, interrupção de estradas, escolas, transportes, energia, água e comunicações.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas. Em resposta, o Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de apoio financeiro de até 2,5 mil milhões de euros.







