Alerta Máximo! Idanha-a-Nova cancela todas as festas devido ao estado de calamidade

A Câmara Municipal de Idanha-a-Nova decidiu suspender todas as atividades festivas programadas durante o período do estado de calamidade, na sequência do forte impacto provocado pelas recentes depressões atmosféricas que atingiram o país. A autarquia anunciou a medida através de uma nota pública, explicando que os eventos previstos foram adiados ou cancelados, em conformidade com as recomendações das autoridades de segurança e proteção civil.
Segundo o município, as associações locais que pretendiam realizar convívios ou iniciativas festivas foram aconselhadas a adotar medidas rigorosas de prevenção e segurança. Ainda assim, a decisão final sobre a realização de eventos ficou ao critério das direções de cada associação, desde que devidamente ponderadas as condições e os riscos existentes. A autarquia reforçou a necessidade de prudência, sublinhando que a proteção da população deve prevalecer sobre qualquer celebração.
Apesar de reconhecer a importância cultural e social do Carnaval para a comunidade, a Câmara Municipal apelou ao cumprimento rigoroso das orientações das autoridades, nomeadamente até ao final do período de alerta. O município pediu que todas as entidades que optem por manter atividades programadas até ao dia 15 de fevereiro atuem com máxima cautela e responsabilidade, garantindo condições de segurança para todos os participantes.
O estado de calamidade foi decretado pelo Governo de Portugal após a passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que causaram consequências graves em várias regiões do país. No total, registaram-se 16 vítimas mortais, centenas de feridos e desalojados, além de danos significativos em habitações, empresas e infraestruturas. As regiões do Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram das mais afetadas pelo temporal.
Entre os impactos mais visíveis estão a destruição parcial ou total de edifícios, queda de árvores e estruturas, encerramento de estradas e escolas, falhas nos serviços de transporte e interrupções no fornecimento de energia, água e comunicações, além de inundações generalizadas. Perante a dimensão dos danos, o Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro em 68 concelhos e anunciou um pacote de apoio financeiro que poderá atingir os 2,5 mil milhões de euros, destinado à recuperação das zonas afetadas.







