EM LÁGRIMAS! Fernanda desabafa sobre o Natal mais doloroso da sua vida: “Nada será como antes…”

O Natal, para muitos, é sinónimo de luz, união e reencontros. Mas para Fernanda, este ano, a quadra chega marcada por um peso que nem ela consegue descrever sem que os olhos se encham de lágrimas. A dor que carrega é recente, profunda e silenciosa — uma ferida aberta que insiste em sangrar mesmo quando tenta esconder o sofrimento por trás de um sorriso educado.
Fernanda sempre foi a alma das festas. Desde pequena, habituou-se a ver o Natal como um lugar sagrado: a mesa cheia, as conversas altas, a música de fundo, as luzes piscantes pela casa e o cheiro a rabanadas que anunciava que a família estava reunida. Mas este ano é diferente. Este ano, nada disso tem o mesmo brilho. Nada tem o mesmo som. Nada tem o mesmo sabor. E ela sabe.
A perda que abalou a família tornou tudo mais frágil. A ausência pesa nas noites, nas manhãs e sobretudo na recordação da pessoa que já não está ali para partilhar a ceia, para rir das mesmas histórias ou para reclamar que o bacalhau está mais salgado do que devia. É essa ausência — tão pequena na palavra, tão gigante na vida — que consome Fernanda por dentro.
Amigos próximos contam que ela tem tentado manter-se forte, mas a verdade é que a força, por vezes, também cansa. Nos últimos dias, Fernanda tem passado por momentos em que desaba sozinha, longe dos olhares curiosos, porque não quer preocupar ninguém. Dizem que a onda de emoções é tão intensa que, por vezes, ela precisa de parar, respirar e tentar reorganizar o coração, que insiste em bater fora de ritmo.
Quando fala sobre o Natal, a voz embarga. Ela sabe que as tradições não vão desaparecer — há crianças na família, há rituais que ainda fazem sentido e há pequenos gestos que levam um pouco de calor a quem se sente mais vulnerável. Mas, para si mesma, Fernanda admite que a noite será mais silenciosa, mais pesada, mais introspectiva. Um Natal vivido entre a saudade e a esperança, entre o que foi e o que já não pode voltar a ser.
Mesmo assim, ninguém lhe pode tirar a vontade de lutar. Fernanda quer proteger os mais novos, quer garantir que a magia do Natal não se dissolve na dor. Os sobrinhos e netos, segundo confidenciou, são a sua força maior. É por eles que ela vai tentar fazer a árvore, acender as luzes e pôr a mesa com o mesmo carinho de sempre, mesmo que por dentro esteja despedaçada.
Amigos próximos decidiram não a deixar enfrentar a noite sozinha. Há quem esteja a preparar pequenas surpresas, jantares improvisados e visitas discretas para que Fernanda sinta que ainda existe uma teia de amor à sua volta. Um desses amigos contou que “ela tenta sorrir, tenta disfarçar, mas os olhos não mentem”. O olhar diz o que a boca não consegue: que há uma luta diária entre seguir em frente e não esquecer o que perdeu.
No meio deste turbilhão, Fernanda admite que só tem um objetivo: aguentar. Passar a quadra sem se deixar cair por completo. “Vou tentar… é só isso que posso prometer”, terá confessado num momento de grande fragilidade, deixando claro que este será, provavelmente, o Natal mais difícil da sua vida.
Mesmo assim, existe um fio de esperança que teima em não se partir. Porque a dor, embora pesada, também lembra o amor vivido. E é esse amor que Fernanda quer honrar — com lágrimas, com saudade, mas também com a coragem de quem sabe que, um dia, a luz volta sempre a acender.







