Nacional

Bomba na “1ª Companhia”! Manuel Melo revela surto psicótico e Joana D’Arc rompe com a disciplina

A “1ª Companhia”, da TVI, viveu esta semana um dos momentos mais intensos da atual edição. Durante uma sessão dedicada à prevenção das adições, Manuel Melo fez uma partilha crua e profundamente impactante sobre o período mais negro da sua vida, ao revelar que sofreu um surto psicótico prolongado durante um ano, consequência direta do consumo de substâncias no passado.

O tema surgiu após um alerta clínico feito pela equipa de enfermagem presente na aula. “O consumo de substâncias pode despoletar doenças mentais graves, como a esquizofrenia”, explicou a profissional de saúde, abrindo espaço para o testemunho do ator. Manuel Melo não hesitou: “Tive um surto psicótico que durou um ano, provocado pelas insanidades que cometi”.

Visivelmente consciente das marcas deixadas pela experiência, o recruta da “1ª Companhia” sublinhou o perigo da fronteira entre consumo e rutura mental. “Há substâncias que nos levam a entrar em verdadeiro curto-circuito connosco próprios e depois é muito difícil voltar à realidade”, explicou, alertando ainda para os danos irreversíveis que podem surgir. Para o ator, o sofrimento não se limita a quem vive o episódio: “É uma dor imensa para quem está à nossa volta”.

Dependências, trauma e os efeitos invisíveis do stress extremo

A conversa alargou-se a outras realidades associadas ao desequilíbrio mental. Noélia Pereira recordou um período em que a privação extrema de sono a levou a perder o controlo emocional, culminando num acidente rodoviário. Já o Comandante José Moutinho trouxe uma perspetiva histórica para o debate, lembrando o impacto psicológico da guerra.

“No Vietname, milhares de soldados americanos regressaram agarrados a todo o tipo de drogas, usadas como fuga ao stress extremo”, explicou, contextualizando como situações-limite podem empurrar indivíduos para comportamentos autodestrutivos.

Para Manuel Melo, esta partilha pública funcionou também como um reconhecimento da dificuldade do caminho da recuperação. O ator deixou implícito que ultrapassar uma dependência é um processo longo, solitário e, muitas vezes, incompreendido, reforçando a importância de falar abertamente sobre saúde mental num formato televisivo de grande exposição.

“Perdi a liberdade”: Joana D’Arc entra em rutura com a disciplina militar

Se a aula ficou marcada pelo peso do testemunho de Manuel Melo, os bastidores da semana trouxeram outro foco de tensão na “1ª Companhia”. Joana D’Arc protagonizou um momento de rutura emocional, ao assumir estar exausta das regras de obediência impostas pelo formato.

Tudo começou numa conversa com Filipe, quando a recruta tentou explicar o desconforto crescente com a dinâmica militar. “Estou aqui porque quis, num programa com regras militares, e sei que tenho o dever de obedecer”, começou por justificar. No entanto, o desgaste psicológico rapidamente falou mais alto.

Perante comentários de impaciência por parte de colegas como Soraia Sousa, Joana perdeu a contenção: “Estou farta de ser obediente e bem-educada. Cansei. Na próxima aula vou falar ainda mais”. A discussão evoluiu para um debate sobre identidade e autonomia, com Andrea Soares a lançar uma provocação sobre a perda de dignidade dentro do quartel.

Joana foi direta no que sente ter sacrificado: “Não perdi a minha identidade. Perdi a minha liberdade”. Um sentimento que Andrea ecoou, em tom irónico: “Eu também deixei a minha lá fora”. No final, a recruta da “1ª Companhia” deixou um aviso claro sobre o que aí vem: “Agora vou dizer tudo o que penso. Acabou”.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo