Tempestade na ‘1ª Companhia’: Nova polémica explode apesar de alertas

A tranquilidade voltou a estar longe da base de Bucelas. A “1ª Companhia” foi novamente palco de um momento polémico, poucos dias depois de a produção ter intervindo na sequência de críticas relacionadas com comportamentos considerados ofensivos, nomeadamente imitações de pessoas com deficiência. Desta vez, os protagonistas foram Andrea Soares e Manuel Melo.
Apesar do ambiente sensível vivido no grupo — marcado pelas lágrimas de Noélia Pereira e por uma clara demonstração de desconforto —, a dupla insistiu numa “brincadeira” que muitos consideraram desrespeitosa. O momento foi captado pelas câmaras do programa e rapidamente começou a circular nas redes sociais, reacendendo a indignação do público.
Durante a cena, Manuel Melo continuava a emitir sons e a fazer movimentos descoordenados, simulando uma deficiência, enquanto Andrea Soares se aproximava e comentava num tom aparentemente descontraído: “Eu gosto muito de fazer isto. Eu gosto do João, eu gosto do Joãozinho”. A situação tornou-se ainda mais delicada pelo uso do nome “João”.
João era o nome do irmão de Noélia Pereira, que morreu aos 21 anos e sofria de vários problemas de saúde — uma história que a empresária algarvia tinha partilhado recentemente, de forma emocionada, perante o grupo. O episódio ocorreu com Noélia sentada ao lado da dupla, visivelmente desconfortável com a encenação.
A situação agravou-se quando Filipe Delgado acabou por se rir durante o momento, gesto que também não passou despercebido e contribuiu para o clima de tensão. O mais controverso é o facto de Andrea Soares e Manuel Melo estarem plenamente conscientes da dor de Noélia, que já tinha pedido de forma clara que “não fizessem comédia com a deficiência”.
Apesar dos avisos da produção e dos apelos diretos da colega, a dupla optou por manter a encenação, utilizando inclusive o diminutivo do nome do irmão falecido. O episódio voltou a levantar questões sobre limites, empatia e responsabilidade dentro da “1ª Companhia”, com muitos espectadores a exigirem uma nova intervenção da produção.







