Joana D’Arc revela luta diária contra doença crónica que a incapacita: Sinto dores que ninguém imagina

Joana d’Arc foi a mais votada pelos colegas da “1ª Companhia” como melhor camarada, merecendo por isso uma medalha. O reconhecimento surgiu do empenho que a recruta tem demonstrado para cumprir todas as tarefas atribuídas, em especial tendo em conta as limitações provocadas por uma doença crónica incapacitante. Segundo revela o marido, Antonino Veloso, o diagnóstico de artrite reumatoide foi feito ainda na adolescência, antes da jovem atingir a maioridade, e a partir daí começou uma luta constante contra as dores e a rigidez das articulações.
O companheiro descreveu à TV 7 Dias em que consiste exatamente a patologia: “Os nossos ossos têm articulações e na articulação temos um líquido sinovial e o corpo dela não produz esse líquido, ou seja, ela tem osso com osso em todas as articulações, o que lhe provoca dores diárias”. “Ela toma corticóides, toma anti-inflamatórios e injeta um medicamento todas as semanas se não houver crises. Ela própria injeta-se. Se houver crises é que tem de ser internada“, explicou, revelando que Joana precisa de medicação diária e uma injeção semanal, dependendo do estado físico em cada fase da doença.
Ainda assim, o marido garante que não existiu qualquer receio quando surgiu o convite para participar no programa da TVI. O músico contou que “a produção está a par de todas as suas limitações e eu confio cegamente”. Antonino Veloso reconhece o esforço da companheira nos espetáculos: “Ela faz duas horas de espetáculo, dança tanto como as bailarinas num espetáculo cheio de adrenalina. Ela não descansa enquanto o público não estiver a transpirar. Claro que no outro dia precisa de descansar, mas não fazem ideia do que é o espetáculo dela.” Palavras que ilustram o grau de dedicação e a determinação que caracterizam a participante.
Noutro ponto da conversa, o marido recordou os primeiros sinais da doença: “Foi por volta dos 14 ou 15 anos que começou a surgir. Na altura era uma doença rara, ninguém sabia o que era. Ela até andou muito tempo a fazer exames e muita gente até pensava que era manha para não ir à escola. Aos 17 anos é que foi diagnosticada.” A noite em que Joana d’Arc foi a segunda salva ficou marcada por grande emoção. Para Antonino Veloso, esse foi um momento de enorme alegria: “Tinha uma fé que sim, que ficasse nos primeiros lugares e estou muito satisfeito. Foi um dos grandes momentos de euforia para mim, foi o ela ser salva e depois foi o ter sido eleita a melhor camarada”, partilhou.






