Rui Freitas acusa TVI de perseguição e edição seletiva: ‘Isto prejudica-me

Num desabafo tenso com Joana D´Arc, Rui Freitas expõe as fissuras da vida na «base», queixando-se de uma narrativa mediática que ignora o seu empenho para o transformar no vilão de serviço.
Na “1ª Companhia”, a disciplina militar é mais do que marchar a tempo; é saber sobreviver à construção de uma personagem e, para Rui Freitas, um dos recrutas mais empenhados da base, acredita estar a ser alvo de uma “caça às bruxas” tanto por parte dos instrutores como da própria edição do programa. Entre o sentimento de injustiça e o medo de ser rotulado como o “rebelde” de turno, o recruta confessa que a sua dedicação está a ser eclipsada por uma narrativa que só parece ter olhos para os seus erros.
A vida de recruta na “1ª Companhia” não se mede apenas pelo rigor do aprumo ou pela resistência física pois, para Rui Freitas, a verdadeira batalha trava-se na sala de edição e na percepção dos instrutores. Num momento de vulnerabilidade partilhado com Joana D´Arc, Freitas não escondeu a amargura: sente que foi escolhido para o papel de antagonista.
“Não sei o que é que isso pode influenciar, não consigo perceber. Tento ser o melhor, o aprumo, tentar fazer as coisas direitas“, começou por desabafar, visivelmente agastado com o feedback que tem recebido. Para o recruta, há um fosso entre o seu comportamento – que descreve como respeitoso e dedicado – e a forma como o “sistema” da base o interpreta: “Eu nunca falo sem levantar a mão, nunca falo sem ser a minha vez. (…) Já me pegaram de ponta desde o início.”






