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Fundador Do Restaurante Onde Ana Trabalha Em Lingerie Quebra Silêncio

Ana Sousa esconde o segredo “À noite trabalho em lingerie” dos restantes concorrentes do Secret Story 10. No entanto, a revelação já foi feita ao público, no passado domingo, 15 de março, durante a gala.

A natural de Valongo, de 31 anos, é empregada do restaurante The Lingerie Restaurant, um estabelecimento onde os colaboradores são conhecidos por servir às meses em roupa interior. Ao site SELFIE, o fundador, Luís Almeida, explicou a origem do projeto.

“Este é um conceito que vai fazer 22 anos em abril, portanto, já não é nenhum menino e já passou várias fases. Abri o The Lingerie no início da minha vida empresarial. Queria abrir um negócio, não sabia exatamente o que havia de abrir, mas não queria abrir um restaurante tradicional. Eu trabalhei em navios de cruzeiro e vi um conceito semelhante a este, mas apenas destinado a homens. Mas eu não queria abrir uma coisa muito voltada para homens, porque a conotação era demasiado negativa e não era bem isso que queria. Eu queria mais um conceito de jantares com espetáculos. Portanto, o público é misto e o staff também é composto por homens e mulheres. Fazemos o espetáculo sempre com a temática erótica, mas sempre respeitando uma linha. Brincamos apenas com o tema. Os nossos clientes são grupos de homens, mulheres e casais. Muitas despedidas de solteiro e solteira, muitos aniversários de casamento, muitos aniversários, muitos jantares de empresa, muitos grupos de amigas… Neste momento, temos mais clientes mulheres do que homens”, contou.

Luís Almeida, de 47 anos, revelou ainda à publicação que “80% dos clientes são portugueses”. “Naturalmente, estando no Porto e em Lisboa, há sempre uma percentagem de estrangeiros que nos procuram. Há também uma grande percentagem de pessoas que vêm fazer despedidas de solteiro ao Porto e a Lisboa e escolhem o The Lingerie como o local, para se fazer o jantar com um espetáculo com essa temática. Temos trabalhado bem”, disse.

Apesar de o negócio estar situado nas grandes cidades, o primeiro restaurante surgiu numa pequena vila. “Na realidade, o projeto nasceu numa pequena localidade em Santa Maria da Feira: Canedo. Depois, fomos procurando um melhor espaço. A condição financeira é que nos permitiu chegar ao Porto e, depois, a Lisboa. A casa-mãe é no Porto, onde estamos desde 2011. Em Lisboa, temos uma franquia desde 2017”, detalhou.

Segundo Luís Almeida, o negócio tem conexões com a estação de Queluz de Baixo desde início. “Devo dizer que, quando iniciamos este projeto, há 22 anos, o preconceito era muito maior. Ninguém queria aparecer nas fotografias. Eu lembro-me de que, uma semana depois de termos aberto, a TVI queria fazer um direto para a Manuela Moura Guedes. Não consegui fazer o direto. Foi feita a reportagem na mesma, mas teve de ser gravada, porque o staff de mesa não queria aparecer nos vídeos. Hoje, com a democratização do conceito, com a Internet e as redes sociais, não temos tido dificuldade em encontrar pessoas para trabalhar. Muito porque também proporcionamos um bom trabalho. As pessoas acabam por se divertir e acabam por ganhar um bom dinheiro. Temos um conceito bastante harmonioso e temos uma boa equipa, quer no Porto, quer em Lisboa. As pessoas gostam de trabalhar ali”, confessou.

Para o fundador, “há e haverá sempre preconceito” com o estabelecimento. “Acho que, quando deixar de haver, se calhar, o The Lingerie deixa de ter tanto interesse. O facto é que quem não conhece o conceito vai ser sempre preconceituoso, mas temos vindo a quebrar isso ao longo dos anos. Basta ir às redes sociais ver os comentários que existem sobre a Ana. Nem precisamos de nos defender, porque são os nossos próprios clientes que estão lá a defender o conceito e o posicionamento da Ana. A Ana é uma pessoa que serve à mesa, pura e simplesmente”, partilhou.

O restaurante também disponibiliza espetáculos de pole dance e burlesque e, por duas vezes, clientes causaram distúrbios. “Numa das vezes, um grupo veio depois de um casamento. Chatearam-se entre eles e foram convidados a sair. Na outra vez, foi com dois homens ingleses. Não devíamos tê-los deixado entrar, porque eles também já vinham meio acesos, e acabaram por ser convidados a sair. O facto de termos clientes muito diversificados condiciona muitas as pessoas. Se fosse um ambiente só de homens, garantidamente, iria haver exageros. Quando é um ambiente só de mulheres, também há exageros. Como nós, no mesmo espaço, temos um grupo de clientes muito heterogéneo, acaba por haver um ambiente muito equilibrado”, revelou.

Luís Almeida explicou ainda que nem sempre têm mesas disponíveis. “O sistema só aceita reserva se houver disponibilidade de mesas. E nós estamos sempre a trabalhar. Ao sábado, fazemos duas sessões – das sete às dez e das dez à uma – e as duas sessões estão sempre cheias. É claro que, no inverno, é um bocadinho mais calminho, mas mesmo assim trabalhamos bem. Agora, entre março e setembro, com as despedidas de solteiro, aquilo está sempre cheio”, concluiu.

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