Isaltino Morais em apuros: ‘Fatura com tabaco? Deve ter sido um erro!’ – Acusação de peculato explode

Isaltino Morais comentou, esta quarta-feira, a acusação do Ministério Público por crimes de peculato e abuso de poderes relacionados com 1.441 refeições pagas pelo município.
“Na maior parte dos almoços o presidente não está presente”, afirmou o autarca, acrescentando que “O tabaco deve ter sido um erro, foi apenas um erro, foi uma fatura, normalmente o tabaco é quem fuma, sou eu, pago sempre à parte, quando vou a um restaurante e peço tabaco, sou eu que pago. Agora, naturalmente pode haver, por erro, e houve realmente uma fatura em que aparecia tabaco, que imediatamente paguei, atenção, quer dizer, portanto, mas isso em 1.800 faturas, aparece uma que tem com tabaco”.
O autarca diz ainda que “o que se trata é de uma rotina administrativa habitual em todas as câmaras municipais deste país e não estou a dizer que isto nos fazem porque os outros também fazem”.
Isaltino Morais diz que “isto é a vida, a rotina normal de uma Câmara” e que o dinheiro usado foi para pagar almoços de trabalho “e de cordialidade” e assegura que a “Câmara Municipal colabora totalmente na investigação”.
“Eu todos os dias autorizo almoços”, assegurou, acrescentando que estes “são uma prática do quotidiano” e que muitas vezes “o Presidente da Câmara não está presente”. “Quer dizer, são almoços realizados pelos vereadores, por dirigentes da Câmara, ou mesmo que sejam aprovados pelo Presidente da Câmara, não é obrigatório que o Presidente da Câmara esteja”.
O Ministério Público acusou Isaltino Morais, presidente da Câmara de Oeiras, e outros 22 responsáveis da autarquia, por crimes de peculato e abuso de poderes por gastos que considera “em flagrante desvio”, “abuso de funções” e “grave violação de deveres” com 1441 refeições pagas pelo município, entre 2017 e 2024, que ascenderam a 150 mil euros, segundo um despacho do DIAP de Lisboa a que a TVI e a CNN Portugal tiveram acesso.






