Lágrimas e aplausos! Dina fecha ciclo na ‘1ª Companhia’ após 20 anos

A caserna da ‘1ª Companhia’, formato emitido pela TVI, viveu um dos momentos mais marcantes da edição com a despedida da instrutora Dina.
Vinte anos depois de ter participado na primeira edição do programa como recruta, Dina despediu-se agora da farda de instrutora, encerrando um ciclo com um discurso intenso sobre disciplina, autossuperação e preconceito — palavras que deixaram vários concorrentes em lágrimas.
A instrutora da ‘1ª Companhia’ começou por sublinhar a importância da consistência, quer na instrução militar, quer no desporto. “Da instrução militar no desporto temos que ter disciplina. Muitas vezes não apetece. Muitos dias vamos treinar e corre mal (…) mas quando gostamos voltamos e percebemos que faz parte do crescimento”, afirmou.
Para Dina, o verdadeiro desafio não está no adversário externo, mas na luta interior. “Eu encaro a luta muito de mim para mim e principalmente vencer o pior adversário, que sou eu. Porque é sempre esse adversário que diz: ‘não vais hoje’, ‘não precisas de fazer isto’… Esse é o primeiro que temos de vencer.”
Com mais de três décadas dedicadas aos desportos de combate, revelou que foi precisamente essa batalha interna que a apaixonou desde o início.
“O desporto deu-me uma vida que eu não tinha”
Num dos momentos mais emocionantes do discurso, Dina falou da transformação pessoal que viveu através do desporto. “Eu era uma pessoa muito envergonhada, com muita falta de confiança. E isto fez-me sentir que eu era capaz de mais um bocadinho”, confessou.
A instrutora da ‘1ª Companhia’ garantiu que sempre competiu por si própria, independentemente do público. “Já tive pavilhões cheios e sempre fiz para mim. Sempre entrei em cima do ringue para mim.”
Dina recordou ainda a sua participação no programa há 20 anos, explicando que já nessa altura tinha um objetivo claro: desmontar os preconceitos associados às artes marciais.
“Vim mostrar ao público que os desportos de combate não eram só praticados por arruaceiros e que podiam ser praticados por todas as pessoas. Esse foi o meu objetivo quando entrei. E hoje, quando me convidaram, o objetivo foi o mesmo.”
A instrutora reforçou a dimensão humana destas modalidades: “90% das pessoas que praticam desporto de combate são boa gente. Quem procura estes desportos não é para largar raivas, mas para subir a autoestima.”
A despedida terminou com palavras de gratidão dirigidas aos recrutas da ‘1ª Companhia’: “Foi um gosto estar aqui convosco. Foi um gosto sentir o vosso empenho a cada treino.”





