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Marinha Grande em Fúria: “Inaceitável” Demora Deixa Milhares Sem Eletricidade

A Assembleia Municipal da Marinha Grande manifestou um veemente repúdio pela demora na reposição do fornecimento de eletricidade no concelho, classificando a situação como “inaceitável”. Segundo a posição oficial aprovada em sessão recente, cerca de 11% da população da Marinha Grande continua sem energia, uma realidade que, de acordo com os autarcas, se prolonga muito além do que seria razoável.

Dados divulgados pela E-Redes indicam que, numa das zonas mais críticas, cerca de 19 mil clientes permaneciam sem eletricidade durante a manhã, enquanto o total no território continental ascendia a cerca de 31 mil. Apesar de reconhecer o esforço das equipas técnicas no terreno, a Assembleia Municipal considera que a gestão da situação tem sido insuficiente e marcada pela falta de previsões concretas sobre o restabelecimento total do serviço.

No documento aprovado, os autarcas alertam para as consequências sociais e económicas da falha prolongada no abastecimento elétrico. Famílias, idosos, trabalhadores e empresas continuam impedidos de retomar a normalidade das suas rotinas, acumulando prejuízos significativos. A ausência de respostas claras, sublinham, tem gerado um sentimento generalizado de insegurança, frustração e injustiça entre os residentes afetados.

A Assembleia Municipal exige ainda que a E-Redes apresente um relatório detalhado com explicações sobre as causas da falha, os constrangimentos operacionais e as medidas que serão adotadas para prevenir situações semelhantes no futuro. O objetivo é garantir maior transparência e reforçar a confiança pública na capacidade de resposta do sistema elétrico.

O corte prolongado de energia insere-se no contexto dos danos provocados pelas depressões Kristin, Leonardo e Marta, que afetaram amplamente o país. Face à dimensão dos estragos, o Governo de Portugal prolongou a situação de calamidade em dezenas de concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio que poderá atingir 2,5 mil milhões de euros, enquanto continuam os trabalhos de recuperação nas regiões mais atingidas.

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