Momento de arrepiar! Manuel Melo chora na semi-final da 1ª Companhia: ‘Mãe, tu não me falhaste com nada’

A chegada à fase de semi-final da ‘1ª Companhia’ ficou marcada por uma das galas mais intensas e emocionais da temporada. Nesta etapa decisiva, os recrutas foram desafiados a viajar até ao passado e a confrontarem-se com as suas próprias histórias de vida, numa dinâmica conduzida por Maria Botelho Moniz.
O ambiente na base da ‘1ª Companhia’ tornou-se mais íntimo e reflexivo, abrindo espaço para partilhas profundas, medos antigos e revelações que surpreenderam colegas e telespectadores.
O primeiro a sentar-se frente à apresentadora foi Manuel Melo. Desafiado a deixar uma mensagem ao “Manuel pequenino”, o ator não hesitou: aconselhar-se-ia a acreditar mais em si próprio — algo que, admite, continua a ser um desafio na vida adulta.
“Já há algum tempo eu acho que tem tido a ver com as tropelias pelas quais eu passei. Distingo muito mal o acreditar em mim com arrogância ou com falta de humildade. E como não consigo encontrar esse equilíbrio, ou estou num extremo ou estou no outro”, confessou, evidenciando o conflito interno que o acompanha há anos.
O esclarecimento sobre a mãe: “Tu não me falhaste com nada”
Durante a visualização de imagens antigas, Manuel Melo interrompeu o momento para esclarecer um ponto que considerou essencial. Referindo-se a uma parte da conversa anteriormente exibida, fez questão de proteger a mãe de qualquer interpretação errada.
“Só um pequeno reparo. Mãe, tu não me falhaste com nada. Aquilo ficou cortado e não se ouviu o resto que eu disse”, afirmou, visivelmente emocionado.
O ator explicou que, apesar da mãe ter partido para Macau quando ele era ainda muito pequeno, o vínculo nunca foi quebrado. “A minha mãe foi para Macau, mas esteve sempre comigo. Tem sido uma grande amiga. Tem sido a minha maior companheira. A minha mãe não falhou com nada”, garantiu o concorrente da ‘1ª Companhia’, deixando claro que a distância nunca significou ausência afetiva.
Um dos momentos mais impactantes da conversa surgiu quando Maria Botelho Moniz abordou a constante sensação de dívida que Manuel Melo sente em relação ao mundo.
A apresentadora questionou-o sobre o motivo pelo qual parece pedir desculpa por existir. O ator admitiu não conseguir identificar a raiz desse sentimento, apesar de já ter recorrido a acompanhamento psicológico. “Toda a terapia que já fiz, talvez alguns terapeutas terão uma teoria sobre isso. Eu não consigo muito bem perceber”, respondeu.
No quotidiano, essa postura manifesta-se em pequenos gestos que revelam autoanulação. “A pressa dos outros é sempre mais importante do que o tempo que eu tenho para estar ali. E eu deixo sempre passar pessoas à frente se eu perceber que elas estão apressadas e depois pergunto-me porquê. Eu também tenho que chegar a casa… Eu também estou a levar com a chuva”, desabafou
Para além da conversa em estúdio, Manuel protagonizou uma dinâmica inédita na base, intitulada ‘Caminhada Especial’, orientada pelo Comandante Moutinho. O objetivo era simbólico: libertar os pesos emocionais que carrega às costas.
A infância e o medo
Questionado sobre o que o levou a aceitar o convite da TVI para entrar na ‘1ª Companhia’, Manuel Melo foi direto: “O trabalho”.
Descreveu a fase atual como “a travessia do deserto dos atores”, reconhecendo a instabilidade que marca a profissão. Admitiu que tem sido “esta casa que às vezes tem pegado em mim”, numa referência ao apoio profissional recebido ao longo do tempo.
Apesar das dificuldades, orgulha-se de ter conseguido viver exclusivamente da sua arte durante 25 anos, garantindo que sempre conseguiu “pagar as contas” com o fruto do seu talento.
Se a instabilidade financeira o preocupa, o seu maior receio está ligado à paternidade. Quando confrontado com a pergunta direta — “Qual é o seu maior medo?” — a resposta surgiu sem hesitação: “Não ser um bom pai. Não conseguir cumprir com as minhas responsabilidades”.
O medo, explicou, está profundamente ligado à admiração que sente pelo pai que teve. A fasquia, na sua perspetiva, é quase inalcançável. Teme não conseguir estar à altura desse exemplo.
Num gesto raro, o Comandante Moutinho suavizou a postura rígida e ofereceu palavras de conforto: um bom pai não se mede pelo dinheiro ou pelo trabalho, mas pela presença e pela entrega. O conselho levou Manuel às lágrimas.
No final da dinâmica, Manuel projetou-se 20 anos à frente. Imaginou o filho já adulto e sonhou com um regresso aos palcos, onde “o público todo cantaria a letra” de uma música sua.
Revelou ainda que a decisão de entrar no programa foi acompanhada e validada por profissionais de saúde mental que o seguem, considerando que seria “uma excelente oportunidade para me libertar de alguns maus hábitos como a procrastinação”.
Mais leve, depois de retirar simbolicamente os pesos da mochila, Manuel Melo encerrou o momento com um abraço sentido ao Comandante da ‘1ª Companhia’.







