“Pedro Barroso acusa edição da 1.ª Companhia: ‘Estão a passar a imagem errada’

No entanto, em entrevista recente à comunicação social, o ator não escondeu o desagrado com a forma como foi retratado no reality show, deixando críticas claras à seleção e edição das imagens exibidas.
Questionado sobre se a sua participação no formato poderá ter acabado por prejudicar esse objetivo de regresso à televisão, Pedro Barroso começou por afirmar que não sente necessidade de “limpar” a sua imagem, mas acabou por admitir que nem tudo o que foi mostrado corresponde à realidade. “Sinto e sei que há imagens que não passaram de um lado bom, de um lado cuidadoso, de partilhas que todos nós tivemos, de um lado humano. Há imagens que são selecionadas”, afirmou, sublinhando que o programa não reflete quem realmente é.
O ator fez ainda questão de recordar o percurso dos últimos anos, afastado dos holofotes por opção própria. “Isto não é a minha vida, isto faz parte dela, mas não é e nunca foi. Ao longo destes cinco anos eu não pedi para trabalhar, não fui bater à porta de ninguém, não andei a pedir favores, não andei a chorar, não fui dar entrevistas a dizer que estou sem trabalho. Eu obriguei-me a reinventar-me e a abraçar valores que me preenchiam”, explicou, frisando que o afastamento não resultou de falta de oportunidades, mas sim de uma escolha consciente.
Apesar de garantir que não sente saudades do meio televisivo em si, Pedro Barroso confessou sentir falta da representação e revelou algumas inseguranças naturais de quem esteve afastado: “Existem muitas saudades de fazer aquilo que eu melhor sei fazer, que é representar. (…) Será que consigo voltar a fazer isto? Sou mesmo bom?”.
Confrontado diretamente sobre se a exibição constante de confrontos e momentos mais tensos foi prejudicial à sua imagem pública, o ator foi taxativo: “Claro que sim. É prejudicial aquilo que passam”. Pedro Barroso destacou ainda o papel determinante da edição, lembrando que os concorrentes não controlam o que é transmitido. “Eu não escolho o que passam, eu escolho o que é que posso dizer em momentos cirúrgicos. (…) Nada daquilo é real, não existe um 24 horas, existe um 24 horas, mas para edição”, concluiu.
As declarações do ator prometem reacender o debate sobre a forma como os reality shows constroem narrativas e personagens através da edição, muitas vezes com impacto direto na imagem pública dos seus protagonistas.







