Renato Seabra: 15 anos depois do crime que abalou o mundo, eis como vive o ex-modelo na prisão

O então jovem modelo português tornou-se protagonista de um dos crimes mais mediáticos da última década, após assassinar brutalmente Carlos Castro, cronista social, num quarto do Hotel Intercontinental, em plena Times Square, em Nova Iorque.
Quinze anos depois do homicídio que chocou Portugal e os Estados Unidos, Renato Seabra cumpre uma pena de 25 anos de prisão numa cadeia de alta segurança norte-americana. Atualmente com 36 anos, o antigo modelo vive uma realidade marcada pelo isolamento, problemas de saúde mental e visitas familiares muito pontuais.
Segundo revelou uma reportagem exibida no programa Dois às 10, Renato passa grande parte dos dias fechado na cela, tendo apenas direito a uma hora de recreio diário. Ao longo destes anos, terá enfrentado episódios graves, incluindo tentativas de suicídio e surtos psicóticos, num percurso prisional descrito como particularmente duro.
O apoio familiar mantém-se, embora à distância. Renato recebe a visita da irmã, Joana Seabra, apenas duas vezes por ano. A familiar, hoje com 41 anos, é deputada na Assembleia da República, integra o grupo parlamentar do PSD e foi eleita pelo círculo eleitoral de Coimbra. Licenciada em Medicina, Joana tem mantido um perfil discreto relativamente ao caso que marcou para sempre a sua família.
A mãe, Odília Pereirinha, chegou a ponderar mudar-se para os Estados Unidos para estar mais próxima do filho, mas o elevado custo de vida acabou por inviabilizar essa decisão. Atualmente, trabalha no Centro de Saúde de Cantanhede, mantendo a ligação a Portugal enquanto acompanha à distância o percurso do filho na prisão.
À data do crime, Renato Seabra tinha apenas 21 anos. Hoje, aproxima-se da metade da pena e existe uma possibilidade futura no horizonte: daqui a cerca de dez anos, quando tiver 46, poderá requerer a liberdade condicional, dependendo da avaliação das autoridades norte-americanas.
O caso Renato Seabra continua a ser lembrado como um dos episódios criminais mais chocantes envolvendo uma figura pública portuguesa, permanecendo envolto em polémica, tragédia e consequências irreversíveis para todos os que dele fizeram parte.







