Há no Filipe Delgado muito do Zé Maria: Pedro Chagas Freitas elogia autenticidade do recruta da 1.ª Companhia

Pedro Chagas Freitas recorreu à rede social Instagram no dia 7 de janeiro para comentar a prestação de Filipe Delgado no programa 1ª Companhia, emitido na TVI, e apresentado por Maria Botelho Moniz.
O escritor começou por referir sobre o “recruta”: “Ainda é cedo. Ainda é um ‘acho’: acho que há no Filipe Delgado muito do Zé Maria. E que maravilha que é assistir a isso. Gosto tanto de pessoas sem merd*s, sem manias, sem maquilhagem nos atos, sem palavras ensaiadas em frente ao espelho”.
“O Zé Maria foi um acidente histórico. Um dos milagres da primeira edição do Big Brother. Um país inteiro ainda inocente em relação ao mecanismo. As pessoas viam-se nele, acreditavam nele. Era uma identificação profunda, real. Foi irrepetível. A partir dali foi tudo estratégia de marketing: já todos sabiam ao que iam. É por isso que esta comparação é perigosa. Cria expectativas. Insisto nela. Há no Filipe essa mesma ausência de personagem: ele não joga o jogo que todos esperam que se jogue. É daí que vem a sua credibilidade. O público não o observa como quem consome entretenimento. Observa-o-se. Sim, acabei de inventá-la, mas é essa a palavra: observa-o-se: observa-se a si mesmo nele, no que ele é. A simplicidade é um bem raro. O carisma vem sempre de lá”, continuou.
Pedro Chagas Freitas terminou: “Ainda é cedo, repito. Mas é assim que nascem os fenómenos. Para já, fica um agradecimento ao Filipe pela coragem de ser. Não é coisa pouca. Obrigado”







