Joana D’Arc de ‘1.ª Companhia’ não poupa críticas: ex-colega não merece perdão

Joana D’Arc, que alcançou o quinto lugar na final da “Primeira Companhia”, visitou Cristina Ferreira no “Dois às 10” para fazer o balanço da sua participação. A cantora mostrou-se radiante com o sucesso profissional, mas deixou claro que não esqueceu os momentos mais tensos vividos dentro do acampamento militar da TVI.
O sucesso de Joana D’Arc nos palcos e a “onda de amor”
A artista – que já regressou à música – admitiu que entrou no programa com o objetivo claro de promover o seu trabalho e que a estratégia não podia ter corrido melhor. Joana D’Arc revelou que a sua agenda de concertos disparou e aproveitou para agradecer o apoio que tem recebido de Norte a Sul do país.
“Claro que sim. Eu não vou ser hipócrita, claro que sim. Eu entrei para a base e já tinha uma lista de espetáculos enorme e agora a coisa… não há explicação. Cristina, deixa-me só agradecer a todos os empresários do país, a todas as comissões de festas. Eu acho que não vou ter mãos a medir. Então era isso que se pretendia, mas é uma onda de amor gigante e de reconhecimento”, afirmou a cantora.
A mágoa com as críticas de Kina
A conversa subiu de tom quando o tema passou para as críticas de Kina que atacou a voz da colega durante o programa. Joana D’Arc confessou que as palavras da ex-recruta a feriram profundamente por atingirem o seu lado profissional e o sustento da sua família.
“Cristina, eu vou ser honesta, doeu muito, e eu vou explicar porquê. Não era pela minha voz em si, porque as pessoas podem gostar ou não, e está tudo certo. A questão é, estamos num jogo, entre aspas, porque eu nunca o vi como um jogo, nem a maior parte dos camaradas, mas estávamos num jogo. E mal nos conhecíamos, aquilo ainda era uma fase muito inicial, e eu jamais era capaz de tocar com o dedo na ferida naquilo que alguém aponta a alguém”, explicou.
O trabalho como “ganha-pão” e a doença
Visivelmente emocionada, Joana D’Arc reforçou que a música é a sua vida e que não admite ataques que possam prejudicar a sua carreira. Joana assumiu-se como uma pessoa que não esquece facilmente quando é atacada naquilo que mais preza, lembrando que tem responsabilidades familiares pesadas.
“É o meu trabalho, eu tenho uma carreira cá fora, eu tenho família cá fora, eu tenho uma filha para criar e é o meu ganha-pão, e isso eu não admito. Porque eu também não vou… Ela estava lá, podia promover o que ela quisesse e eu podia experimentar e dizer, olha, não gosto nada disto. Não o fiz, também não experimentei”, sublinhou.
O desabafo sobre o rancor e a saúde
A terminar, Joana D’Arc falou abertamente sobre a sua personalidade e sobre a importância de ter dado a cara pela luta contra a artrite reumatoide. Para Joana, o programa foi a plataforma ideal para explicar ao público os desafios desta doença crónica, apesar de manter a mágoa com a rival.
“Eu sou uma pessoa rancorosa, por natureza. Eu sei que não é bonito dizer, mas quando me tocam com o dedo mesmo na ferida, eu fico magoada, porque é o meu ganha-pão, eu toda a minha vida investi na minha carreira. Por outro lado, abri o livro da minha vida sobre a minha doença, e eu sei que havia muitas pessoas que se questionavam, o que é que é isto da artrite reumatoide? E eu quis mostrar o que é que era a artrite reumatoide, não é brincadeira”, concluiu Joana D’Arc .






