Desespero total! Ainda à espera de solução para a sua casa: prejuízos já rondam os 50 mil euros

Um susto sem comparação. Na madrugada de 28 de janeiro, José Cid, de 83 anos, viu a sua casa em Mogofores, Anadia, ser parcialmente destruída, depois de ter sido atingida por um pinheiro centenário que foi arrancado pela depressão Kristine, responsável pelos ventos fortes que fustigaram o país.
Quase um mês depois, o cantor contou, em exclusivo à NOVA GENTE, que nada avançou quanto às obras de reconstrução: “Os danos são avultados. Temos prejuízos que rondam os 50 mil euros. Parte da casa foi destruída, assim como a capela e o estúdio de pintura da Gabriela [a mulher]. Ainda não se pôde avançar para as obras, primeiro porque tem de secar toda a humidade que entrou em casa. Vamos esperar que o sol chegue de vez. E depois porque temos seguro contra todos os riscos, que é pago há décadas, mas que infelizmente quando chegamos a esta hora dá sempre problemas”, revelou, adiantando que não concordou com o valor que a seguradora propôs, logo após a participação que fez: “Ofereceram-nos 20 mil euros e claro que não aceitámos. O meu advogado está a dialogar com eles. É injusto, maléfico e traumatizante depois de tudo o que uma pessoa passou, ainda ter de discutir o que não devia.”
Em Anadia, José Cid foi mesmo a pessoa mais afetada com as tempestades e conta com todo o apoio da autarquia: “A Câmara tem-se portado impecavelmente bem connosco, sabemos que pediu ajuda a nível europeu… Aguardamos”, desabafou esperançoso.
Apesar de a reconstrução da sua casa estar parada, o artista está empenhado em ajudar quem também ficou lesado com o mau tempo e tem participado em concertos solidários a favor das vítimas: “Estive em Oliveira do Bairro, vou atuar em Tomar e Ourém e haverá mais concertos por aí. O que posso fazer, faço. Devia ser eu e toda a gente a ajudar de forma voluntária.”
E porque José Cid não vive sem música, apesar do período menos bom que atravessa a nível patrimonial, há novidades a caminho: “Vou lançar um single novo, que se chama Poesia, escrito pelo Tozé Brito e por mim, com música minha. E, lá para o verão ou outono, chega um álbum novo, Jovem aos 80”. Um título autobiográfico, como confirmou. “É exatamente como me sinto. Jovem aos 80. Aguento duas horas num concerto, a dar tudo. Sou um caso único no mundo”. Serão efeitos de alguma poção mágica dada pela mulher? “Exatamente. É uma poção mágica que a Gabriela me dá”, respondeu entre risos.







