GUERRA À PORTA? Ataques entre Irão, Israel e EUA disparam mesmo durante negociações “produtivas”

O aparente cessar-fogo anunciado pelo presidente dos Estados Unidos é mesmo só isso: aparente. A verdade é que Donald Trump nunca prometeu acabar com os ataques, mas apenas com aqueles que os dirigidos à infraestrutura energética, sendo que até isso é, nesta altura, dúbio. Mas já lá vamos.
O Irão respondeu logo que não havia quaisquer negociações diretas e que não pretendia um cessar-fogo, reafirmando Israel e Estados Unidos como inimigos.
E se havia dúvidas sobre o que o anúncio do presidente norte-americano podia significar militarmente, as primeiras horas desta terça-feira trataram de as desfazer.
De um lado e do outro, o dia abriu com vários ataques, com o Irão a lançar múltiplas vagas de mísseis e as Forças de Defesa de Israel (IDF) a anunciarem um ataque em grande escala da Força Aérea contra centros de comando no coração do Irão.
Mesmo o tal cessar-fogo energético parece ser duvidoso, já que a agência Fars deu conta de um ataque a pelo menos três infraestruturas diferentes, todas elas de gás natural. A mesma cadeia noticiosa tratou de esclarecer que o Irão vê os Estados Unidos como igualmente culpados por este ataque, já que ele foi atribuído “aos norte-americanos e aos sionistas”.
Do outro lado, e na resposta que tem sido possível, o Irão voltou a colocar em funcionamento os seus sistemas de mísseis, colocando Telavive entre os alvos, com um bloco de apartamentos a ser atingido (como se vê na imagem de capa deste artigo), ainda que não haja clarividência sobre se foram destroços da interceção ou um impacto direto.
As autoridades de Israel foram chamadas de imediato ao local para procurarem eventuais vítimas, mas acabaram por encontrar um grupo de pessoas sãs e salvas num abrigo de um edifício adjacente, também ele parcialmente danificado.
Voltando ao lado de lá do Mar Arábico, pelo menos 50 alvos foram atingidos por Israel, que voltou a destacar os seus caças para o Irão, atacando especificamente locais das secretas da Guarda Revolucionária Islâmica, além de locais de lançamento e armazenamento de mísseis.
Por muito “boas e produtivas” que estejam a ser as conversas entre Estados Unidos e Irão – é Donald Trump que o diz, já que de Teerão só se ouve que isso são “notícias falsas” -, parece que isso não é suficiente, para já, para colocar um travão neste tipo de ataques.
De resto, o portal Semafor tratou de esclarecer quaisquer dúvidas: os ataques dos Estados Unidos a infraestruturas energéticas foram suspensos, mas os norte-americanos continuam a ajudar Israel a alvejar outro tipo de objetivos.







