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Francisco Monteiro sai em defesa de Cristina Ferreira e deixa recado: “Chega”

A controvérsia em torno de Cristina Ferreira continua longe de abrandar e ganhou novo fôlego após a entrevista transmitida no ‘Jornal Nacional’, na noite de 21 de abril. Na sequência desse momento, Francisco Monteiro decidiu pronunciar-se publicamente, recorrendo ao Instagram para defender a companheira do irmão com uma mensagem contundente.

Na publicação, o vencedor do BB2023 começa por admitir que “pensou muito antes de escrever, mais do que devia, talvez” e sublinha que “não por falta de opinião, mas porque hoje tudo é rápido demais, leve demais, imediato demais”. Apesar de conselhos para manter silêncio, Francisco Monteiro rejeitou essa opção: “Disseram-me que seria suspeito. E talvez seja. Mas há coisas que, mesmo sendo suspeitas, não deixam de ser verdade. E há silêncios que, esses sim, seriam cúmplices”.

O comentador garante tratar-se de “uma reação impulsiva”, mas antes “um desabafo consciente.” e aponta críticas ao que considera um julgamento precipitado: “O que aconteceu nos últimos dias, a propósito de uma pergunta sobre um tema tão sério como a violação, ultrapassou o razoável. Não houve pausa, não houve contexto, não houve ponderação. Houve uma corrida ao julgamento. Uma necessidade quase coletiva de condenar primeiro e pensar depois. Ou, muitas vezes, nem pensar”.

 

Na mesma linha, Francisco Monteiro defende que “criou-se uma narrativa rápida, conveniente, fácil de consumir” em torno do episódio mediático e acrescenta: “Pegou-se num momento e tentou que se transformasse numa identidade. Pegou-se numa pergunta e tentou-se apagar um percurso inteiro”, concluindo que“isso diz muito sobre o estado a que chegámos.” A posição mantém-se firme ao afirmar: “Nunca ouvi, nunca presenciei qualquer comportamento da Cristina que configure desrespeito, diminuição ou tentativa deliberada de prejudicar outra mulher. Nunca. Muito pelo contrário”.

O desagrado estende-se ainda a críticas dirigidas a quem comenta sem conhecimento direto: “nunca viu, nunca conviveu, nunca quis realmente perceber”. Surge também um apelo claro à verificação de factos: “com quem trabalhou de perto, com quem partilhou equipas, com quem viveu os bastidores sem câmaras nem filtros.”, reforçando que “a verdade não se constrói em comentários. Constrói-se em consistência. E a consistência, essa, não se inventa”. Num tom mais amplo, Francisco Monteiro alerta para “quem faz carreira no digital a levantar bandeiras com base no percurso dos outros, como se o seu próprio percurso fosse imaculado” e critica “a conveniência mascarada de consciência”, acrescentando que “Há uma diferença enorme entre defender causas e usar causas.” A reflexão termina com um aviso direto: “Comentários de ódio, não construtivos, que apelem à destruição, não vão ser validados, nem alimentados nas minhas redes sociais e serão bloqueados”.

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