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BOMBA! Ex-mulher denuncia agressões brutais: “Partiu-me as costelas e a cabeça com um banco”

António Pedro Cerdeira começou a ser julgado pelo crime de violência doméstica contra a ex-mulher, Susana Silva, um processo que teve início há quatro anos.

Em exclusivo à NOVA GENTE, revelou ter sido sujeita a agressões físicas e psicológicas durante os nove anos de relação. “Sei o que vivi, tenho testemunhas fantásticas, estou completamente rodeada de pessoas honestas. Mas há sempre aquela angústia, porque isto é muito violento para a vítima”, contou à nossa revista, confiante na justiça portuguesa.

 

“Ele tem que ser condenado, porque o que fez é um crime horroroso. Eu fiz esta queixa, em primeiro lugar por mim, mas também por todas as mulheres que sofrem violência, porque ligo a televisão e é frequente uma mulher morrer às mãos do marido”, explicou, esclarecendo: “Para nós, vítimas, a acusação já é uma batalha ganha. Enquanto o Pedro não for condenado, eu não sou uma mulher livre”.

Vários anos depois da queixa, Susana garante não conseguir seguir em frente enquanto o processo não tiver um desfecho, garantindo, uma vez mais, que disse sempre a verdade. “Nunca precisei de mentir, vivi isto na pele. Ainda hoje, às vezes, olho para o meu corpo, para um dedo que foi partido na mão esquerda, e lembro-me. Isto é muito violento”, lamentou. Porém, o início do julgamento trouxe uma luz ao fundo do túnel: “Acho que a nossa justiça está cada vez mais justa para connosco, mulheres”.

 

 

 

O que se ouviu em tribunal foi um depoimento gravado em junho de 2024. A queixosa revelou os anos de terror que terá vivido às mãos do conhecido ator. “A primeira red flag [sinal de alerta] foi em 2014, na estreia do filme Sei Lá. Falei com um ator e ele fez a primeira cena de ciúmes”, revelou.

Nos meses seguintes, os episódios tornaram-se mais frequentes e mais agressivos, garante. “Tínhamos ido jantar. Levámos para casa o meu melhor amigo e uma amiga dele. Ele teve outro ataque de ciúmes. Deu-me um estalo. Fiquei parva. Vivi um pesadelo com ele. Aguentei sete anos”, lamenta.

 

Susana explica que António Pedro Cerdeira ficava mais agressivo quando consumia “cocaína e álcool”. “Sempre consumiu, não todos os dias. Quando não consumia tinha ressacas. Era muito ciumento. Quando consumia cocaína, bastava um homem olhar para mim. Batia-me de todas as maneiras. Não me batia na cara porque percebia que ficava negra. Levei murros, partiu-me as costelas e partiu-me a cabeça com um banco. Além de ter levado tareia, ouvia insultos como vaca, monte de mer**”, detalhou.

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