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Em lágrimas, revela a sua grande dor: “O meu pai não viu o meu grande salto profissional”

A viver a melhor fase da sua carreira, Maria Botelho Moniz mostra-se orgulhosa do caminho que percorreu e lamenta que o pai, que nem sempre percebeu as suas escolhas mas que a apoiou incondicionalmente, não tenha assistido às suas grandes conquistas no pequeno ecrã.

“O meu sonho sempre foi ser atriz e, para o pai, ser atriz era ser corista num qualquer teatro de vão de escada. Ele era mais velho do que a minha mãe dez anos, era muito suíço – viveu e estudou na Suíça muitos anos, era mais de regras, mais conservador. A minha mãe sempre achou mais graça, então equilibrava-se ali um bocadinho. Foi a minha mãe que lhe fez a cabeça para me deixar ir para o Conservatório. Eu tinha muito boas notas, tinha média para entrar em Medicina, e eu era ótima a Biologia, então o meu pai pensava: ‘Biológa, médica…’. E eu: ‘Não, Conservatório’”, começou por contar no podcast de Joana Gama, Não Sei Ser.

Porém, quando começou a fascinar-se pelo mundo da televisão e a lutar por um lugar enquanto apresentadora, depois de ter passado pelo Curto Circuito, da SIC Radical, a opinião do pai, José Carlos Botelho Moniz, mudou. “Eu venho de uma família de comunicadores. Foi a minha família que fundou o Rádio Clube Português, do qual o meu pai foi diretor-geral. O meu pai trabalhou na rádio muitos anos, então esta coisa de apresentar programas não lhe fazia tanta confusão quanto representar. Acho que ele entendeu melhor”, recordou.

Maria chegou a fazer algumas reportagens na SIC generalista e o pai assistiu: “Ele disse-me muitas vezes que tinha muito orgulho em mim e guardo isso”. Mas o grande ponto de viragem da comunicadora deu-se durante a pandemia, quando chega à TVI, dois anos depois do pai ter morrido, de forma súbita, aos 74 anos.

“Ele não viu o grande salto e isso é uma coisa que eu tenho pena. O meu grande salto profissional ele não assistiu…”, disse, com as lágrimas nos olhos. “Eu sou uma pessoa emocional, choro com facilidade… O meu pai morre em 2018 e eu passo da SIC para a TVI em 2020 para fazer o Big Brother 2020 e, um ano depois, estou a fazer daytime. O BB estreia em abril e em novembro dizem-me que eu, a partir de janeiro, faço manhãs com o Cláudio [Ramos]. É o grande salto e tudo aquilo que eu sempre quis fazer”, lembra, referindo-se ao programa Dois às 10.

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