Francisco Monteiro quebra o silêncio e arrasa polémica com Cristina Ferreira: “Assusta-me ver…”

Recentemente Cristina Ferreira tem estado nos olhos de tudo e todos após um comentário feito, no programa Dois às 10, da TVI, relacionado com o caso dos influenciares que violaram uma menor.
Nesta terça-feira, dia 21 de abril, a apresentadora da TVI foi ao Jornal Nacional para uma entrevista sobre o assunto e várias são as pessoas que estão a falar sobre o assunto. Tal como é o caso de… Francisco Monteiro! “Pensei muito antes de escrever. Mais do devia, talvez. Não por falta de opinião, mas porque hoje tudo é rápido demais, leve demais, imediato demais. Tudo se diz, tudo se julga, tudo se amplifica, muitas vezes sem tempo para pensar, sem espaço para perceber, sem vontade para compreender e clarificar. Disseram-me para não o fazer. Disseram-me que seria suspeito. E talvez seja. Mas há coisas que, mesmo sendo suspeitas, não deixam de ser verdade. E há silêncios que, esses sim, seriam cúmplices”, começou por o cunhado da apresentadora numa longa publicação do Instagram.
“Este texto nasce aqui, nas minhas redes, com liberdade total e com respeito. Não é reação impulsiva. É um desabafo consciente. O que aconteceu nos últimos dias, a propósito de uma pergunta sobre um tema tão sério como a violação, ultrapassou o razoável. Não houve pausa, não houve contexto, não houve ponderação. Houve uma corrida ao julgamento. Uma necessidade quase coletiva de condenar primeiro e pensar depois. Ou, muitas vezes, nem pensar. Criou-se uma narrativa rápida, conveniente, fácil de consumir. Pegou-se num momento e tentou que se transformasse numa identidade. Pegou-se numa pergunta e tentou-se apagar um percurso inteiro. E isso diz muito sobre o estado a que chegámos. Uma era assustadora e perigosa. Em poucas horas, viu-se uma avalanche de opiniões, muitas delas vindas de quem nunca esteve, nunca viu, nunca conviveu, nunca quis realmente perceber. Mas opinam. Com certeza absoluta. Com moral elevada. Com uma segurança que, curiosamente, raramente se vê quando o espelho está mais próximo. E digo-o de forma clara, direta, sem rodeios. Nunca ouvi, nunca presenciei qualquer comportamento da Cristina que configure desrespeito, diminuição ou tentativa deliberada de prejudicar outra mulher. Nunca. Muito pelo contrário“, continuou.
E para quem vier com o argumento previsível de que ‘se não foi contigo, não significa que não exista’, deixo o desafio, sem filtros: informem-se. Portugal é pequeno. Falem com quem trabalhou de perto, com quem partilhou equipas, com quem viveu os bastidores sem câmaras nem filtros. Informem-se sobre a conduta exemplar da pessoa em questão. Porque a verdade não se constrói em comentários. Constrói-se em consistência. E a consistência, essa, não se inventa. O que realmente inquieta não é só a facilidade com que se tenta destruir alguém. É também a rapidez com que surgem vozes irrepreensíveis em público, muitas delas sustentadas por práticas que, se fossem expostas com o mesmo entusiasmo, dariam conversas bem diferentes. Assusta-me ver quem faz carreira no digital a levantar bandeiras com base no percurso dos outros, como se o seu próprio percurso fosse imaculado. Assusta-me a conveniência mascarada de consciência. A opinião que aparece no momento certo, alinhada com interesses, com agendas, com timings curiosamente oportunos. Quantos estavam à espera de um deslize para finalmente ter algo a dizer? Quantos pensam ‘é agora’ porque amanhã há um programa para lançar, uma audiência para captar, uma imagem para construir? Há uma diferença enorme entre defender causas e usar causas. Vivemos num mundo exemplar no discurso e profundamente incoerente na prática. Muito correto à frente das câmaras. Muito pouco íntegro quando elas se desligam. Muito discurso bonito. Muito bastidor feio. E quem anda nisto sabe exatamente do que estou a falar”, continuou Zaza.
“Isto não é sobre perfeição. Não é sobre intocáveis. É sobre justiça. É sobre não permitir que se destrua alguém à velocidade de um clique sem que exista o mínimo de responsabilidade em perceber o todo. Porque hoje é fácil. Hoje ataca-se em grupo, partilha-se sem pensar, comenta-se sem saber. Hoje a indignação tornou-se entretenimento e a reputação dos outros, conteúdo. Por isso, deixo o desafio, claro e direto. Informem-se antes de repetir. Informem-se antes de julgar. Informem-se antes de atacar. E já agora, com a mesma dedicação com que analisam a vida dos outros, tenham a coragem de investigar a vossa e a de quem tanto fala. No fim, há uma verdade simples, quase irónica: quem aponta um dedo nunca vem sozinho, vem sempre acompanhado por quatro que ficam, inevitavelmente, virados para si. Dedos esses quase sempre ‘muito mais pesados‘”, finalizou.







