Novo líder supremo do Irão gravemente ferido mas está “lúcido e ativo”

De acordo com o jornal, que cita várias fontes iranianas sob anonimato, Mojtaba Khamenei terá delegado, pelo menos temporariamente, parte do poder de decisão nos generais da Guarda Revolucionária Islâmica, exército ideológico da República Islâmica.
O novo ‘ayatollah’ sucedeu ao pai, Ali Khamenei, que era líder supremo da República Islâmica desde 1989 e que foi morto no primeiro dia da ofensiva israelo-americana, a 28 de fevereiro.
Desde então, Mojtaba Khamenei não foi visto em público e tem comunicado apenas através de declarações escritas, mantendo-se num local secreto por razões de segurança.
Segundo as mesmas fontes, citadas pelo The New York Times, o líder iraniano foi submetido a várias intervenções cirúrgicas, incluindo operações a uma perna, estando prevista a colocação de uma prótese, e a uma mão, além de ter sofrido queimaduras graves no rosto e nos lábios, que dificultam a fala.
O acompanhamento médico é assegurado por uma equipa restrita, que inclui o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e o ministro da Saúde, referiu o jornal.
A comunicação com o exterior será feita através de mensagens manuscritas transportadas por estafetas, num sistema destinado a evitar riscos de segurança.
Ainda segundo o The New York Times, a Guarda Revolucionária assumiu um papel central na condução da estratégia militar no conflito com Washington e Telavive.
Entre as ações atribuídas à estrutura militar está o bloqueio do estreito de Ormuz, uma das principais rotas energéticas mundiais.
Na terça-feira, o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a decisão de prolongar o cessar-fogo com o Irão até que o Governo iraniano, que considera dividido, lhe apresente uma proposta unificada de acordo.
Trump tomou essa decisão algumas horas antes de o cessar-fogo de duas semanas, anteriormente acordado com Teerão, expirar.
Apesar do cessar-fogo, o Irão manteve o estreito de Ormuz sob um bloqueio, enquanto os Estados Unidos aplicam um bloqueio naval aos navios e portos iranianos.







